quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Reflexões profundas...

A cada dia os noticiários invadem nossos lares com informações sobre o aquecimento global, desmatamento, queimadas, derretimento de geleiras, etc. Tendemos a ficar indignados e a procurar culpados. Tudo isso sentados em nossos sofás de tecido sintético, numa televisão nova (porque a antiga já foi para o lixo) comendo algo feito de carne bovina.
Como podemos ficar indignados com o desmatamento da floresta amazônica se não nos preocupamos de pegar varias sacolas plásticas no supermercado só para jogarmos posteriormente na natureza? Falamos do efeito estufa, mas não nos preocupamos em consumir carne bovina em excesso, nem sempre sabendo que grandes boiadas são responsáveis pela emissão de gás metano na atmosfera, através de sua digestão. Questionamos o preço do pescado, mas não nos sentimos responsáveis pela poluição que matam peixes, elevando o preço do pescado e o desemprego de muitos.
Quando vou ao supermercado, não pego mais sacolas do que o necessário. E só não levo minhas próprias sacolas porque ainda não tenho coragem o suficiente para isso – não quero ser conhecido como o esquisito que poupa o patrimônio de uma empresa que não nem me conhece – sei que é um erro, mas tudo a seu tempo. Quando chego em casa, lavo as sacolas sujar de peixe ou carne para utilizá-las, para não desperdiçar na natureza sem uma utilização final.
É comum a cena: algum passageiro come ou bebe algo e joga a embalagem vazia pela janela em via publica, imaginando que está correto deixar o veículo limpo, já que terá o gari para varrer a sujeira que ele fez. Julga que paga impostos e é papel da prefeitura manter a cidade limpa. O indivíduo deveria levar a sujeira que fez pra casa, ou pelo menos deixar no ônibus que será varrido quando chegar na garagem no final do dia. Não jogo papel pela janela do ônibus, e não concordo com o senso comum de que o que é publico não é de ninguém.
Quantas vezes as pessoas ficam indignadas com a corrupção de grandes autoridades, mas não julgam errado dar a “cervejinha” para o guarda de trânsito para escapar de uma multa. Ou furar a fila do banco dando as contas e o dinheiro para que um conhecido mais adiante também pague as suas em vez de chegar mais cedo, tudo porque ele acha que os outros na fila não tem compromisso e podem esperar e ele não. Ou a mãe que abre o iogurte no supermercado, dá para o filho beber e joga a embalagem fora sem pagar pelo produto: que exemplo esta mãe estará dando para esta criança?

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