quarta-feira, 17 de abril de 2013

Não é o que parece

Pode parecer insensibilidade ou indiferença num primeiro momento, mas tenho pouco sentimento pelo óbito de alguém. Depois que se morre não há mito o que possa ser feito. Tenho mais interesse em ajudar as pessoas enquanto elas estão entre nós em condições de combate. Procuro fortalecer o espirito das pessoas para que elas caminhem com seus próprios pés. Acredito que estamos neste mundo só de passagem e que ele é a oportunidade de superar os nossos próprios limites. As dificuldades como doenças e dívidas são meios de aprimoramento e aprendizado da humildade. Tudo tem um propósito por mais doloroso ou entediante que possa parecer. Ao contrário do que se pensa, é fácil gostar das pessoas, mas é um grande desafio. As pessoas não permitem serem amadas no dia-a-dia, só permitem serem desejadas ou invejadas. Confunde-se desejo com amor gratuito. Entendem que quem ama é ingênuo e que quando expressamos nossos sentimentos por alguém estamos abrindo a porta do cofre para sermos explorados por sermos ingênuos. Mas esta reação talvez seja uma forma de esconder os próprios sentimentos e reconhecer que está perdendo tempo na vida e desperdiçando oportunidades valiosas de compartilhar e ser feliz de verdade.

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