domingo, 21 de abril de 2013

O bom profissional

Tenho me dedicado a escrever estes artigos para tentar ajudar a pessoas a terem oportunidades que eu não tive e que me fizeram perder tanto tempo para que eu descobrisse meus talentos e força interior. Fala-se muito que para uma pessoa conseguir um bom emprego tem que se qualificar profissionalmente, falar outras línguas, ser exímio em informática, ter cursos extracurriculares interessantes. Mas o principal que é nossa força interior que nos leva a autoconfiança e a capacidade de relacionar-se socialmente não é estimulada para que possa ser desenvolvida. A autoconfiança pode tornar uma pessoa invencível. Confiar em si mesmo é a melhor maneira de caminhar com segurança e por conta própria. O que as empresas têm que começar a valorizar mais são as qualidades individuais de cada um. Qualidades que não se aprende apenas em experiências profissionais, mas do aprendizado de um conjunto de fatores, como vivência na comunidade, interesses pessoais e crenças. Nem sempre um profissional muito qualificado com um tempo muito grande em uma mesma empresa tem a capacidade de ler as mudanças constantes em que vive o mundo e as pessoas inseridas nele. Como o mundo seria melhor se houvesse uma maneira de oferecer oportunidade de trabalho e crescimento para pessoas que não se dedicam a crescer apenas financeiramente. Conheço muitas pessoas bem capacitadas que estão exercendo funções bem abaixo de suas qualificações pelo fato de não ter o famoso Q.I. (quem indicou). Nas entrevistas que já participei vi bem claro que a preferência é por candidatos que impressionam apenas pela oratória ou por experiências profissionais, não se tendo oportunidade de mostrar o que realmente cada um tem de bom em si para oferecer além da força de trabalho. As empresas lidam constantemente com pessoas e as pessoas são um mistério por natureza. Para conhecer bem os desejos profundos dos colaboradores e clientes são necessários dons que não se aprende em renomadas faculdades e universidades, não que eu conheça. Vejamos o exemplo dos países desenvolvidos como Estados Unidos e os da zona do euro: todos estes países têm executivos contratados a peso de ouro que estudaram nas melhores e mais renomadas universidades do mundo e nem por isso estão livres da extrema dificuldade que estão vivendo com seu sistema financeiro, o que está os levando ao endividamento, cortes de benefícios sociais às suas populações, queda nas exportações, desemprego, poluição, entre outros males. Se for olhar o currículo desses altos executivos e gestores, são currículos impressionantes, mas que na prática não está tendo eficácia e eficiência nenhuma. Rogo que estes padrões sejam logo substituídos por outros mais realistas e práticos, que sirvam ao propósito de gerar riquezas e crescimento para as empresas, acionistas, funcionários e até a sociedade. O tempo está passando e permanecer preso a padrões ultrapassados não está sendo muito eficiente para as empresas.

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