quarta-feira, 30 de março de 2016

Paixão e medo

Sem querer bancar o falso moralista, já entendi o porquê dos sábios antigos advertirem tanto para o perigo do ser humano deixar-se levar por suas emoções, erroneamente confundidas com seguir o próprio coração.
Os sábios estavam referindo-se a avalanche de sensações que invadem nosso corpo e mente quando nos ficamos nos arrastar por emoções fortes das quais não temos pleno conhecimento nem controle. Deixar-se levar pelo império dos desejos pode parecer prazeroso, mas isso leva o ser humano a pagar um preço muito alto por entregar-se a esses atos imaturos, tais como desejo insaciável, vazio interior e tendência s violência.
Tentar evitar a libido praticando sexo sem amor é como tentar apagar um incêndio jogando mais combustível. O desejo meio se satisfaz por si só. Pode até um parceiro enjoar um do outro, mas o desejo contribua querendo mais prazer. É como uma droga no organismo querendo disseres cada vez mais fortes. Do sexo casual para relações instáveis e traições são um pulo.
Esse tipo de satisfação que este tipo de relação traz é apenas momentânea. Com o tempo a tendência é a tradição fazer parte da vida de quem pratica essa forma de relação e o vazio interior ainda pode conduzir estes pessoa infeliz a vícios como bebedeira, que hoje em dia vem maquiada com o nome de cervejinha.
Como se isso não bastasse, esse tipo de relação baseada no sexo sem amor produz fortes sensações, que se não forem bem administradas, podem conduzir a frustrações e atos de violência. Pois algo que mexe com a cabeça, com o corpo e até com a vaidade, pode ter resultados indesejáveis se os ânimos forem exaltados.
O sentimento de posse é comum nesse tipo de relacionamento, acompanhado de um ciúmes que pode evoluir para algo doentio. Ainda mais quando a sociedade tem no ciúmes prova de amor, confunde-se aqui posse com amor.
Erroneamente como mencionei acima pois nossa força e auto-confiança estão intimamente ligados à nossa capacidade de sentir e criar emoções em nosso coração. Isso não deve ser confundido com seguir as vontades inconseqüentes do ser humano imaturo.
É difícil atingir a maturidade emocional quando é socialmente aceito e até estimulado a prática de relações intimas sem um sentimento maior envolvendo o respeito e amor ao semelhante. Quem distoa do senso comum pode ser ridicularizado ou mesmo isolado de alguns meios sociais.
Mas o que levaria alguém a refrear os próprios instintos para ser mais recatado em suas relações? Muitas razões para isto viver o amor duradouro sem sustos, questão de higiene e saúde, pode planejar e construir uma relação sólida a dois, ser um bom exemplo, ter paz de espírito, sentir-se amado e bem acompanhado com alguém de confiança para todas as horas, é mais econômico manter uma relação do que impressionar um novo alguém a cada momento, entre muitas outras razões para renunciar a prazeres momentâneos.

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