quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Fim dos dias...

O silêncio chega a ser ensurdecedor e o isolamento inacreditável. Parece que a medida que o tempo passa vamos ficando cada vez mais isolados. Aquelas vozes que insistiam em querer conduzir cada passo de nossas vidas vão se silenciando aos poucos. Se antes tinha quem determinasse o tipo de pessoa que deveríamos nos envolver ou o tipo de festa que deveríamos ir, a medida que a velhice chega vamos ficando cada vez mais sem referências.
Parece que, socialmente, uma pessoa vai perdendo sua importância a medida que envelhece. Talvez seja por isso que muitas pessoas insistem em negar sua velhice, por medo de Green a realidade deste isolamento. Beber, fumar, comer sem se importar com a dieta e com a qualidade dos alimentos, esses são apenas alguns dos indícios de que uma pessoa de meia idade não reconhece que já não faz mais do grupo jovem.
O pior está por vir. Parece que, hoje em dia, quando uma pessoa está gravemente doente, os familiares fazem questão de depositar o enfermo em um leito de hospital, talvez pirata morrer por lá e não te que dar satisfações aos vizinhos. Também a casa não ficará marcada pela lembrança e te um defunto em dias dependências. Isso pode parecer doentio, mas é o que tem ocorrido. Seria mais humanitário deixar um doente terminar seus dias no conforto de seu lar ao lado de seus familiares. Tem ala de hospital só para doentes terminais, onde as enfermeiras deixam o doente dopado até a hora de falecer.
Acredito que quem não tem sensibilidade para perceber a necessidade de um semelhante seu, não terá paz de espírito nesta existência, o medo é seu companheiro e seu momento final triste como fez um doente se sentir.

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