sábado, 3 de dezembro de 2016

Sem manuais

Resolvi não mais seguir os manuais de relacionamento, seja de que espécie for, e ser apenas eu mesmo. Tenho trabalhado incessantemente minha criatividade e a busca por soluções ainda não pensadas por outras pessoas, já que quem segue alguém está sempre atrás e não cria nada de novo. Me sinto mais a vontade com grupos de pessoas que já me conhecem ou tem objetivos semelhantes aos meus. Uma reunião de duas mais de pessoas sinto que seja mais dinâmica, divertida e enriquecedora do que apenas duas pessoas falando, uma diante da outra. Acho muito monótono dessa forma. Eu não suporto isolamento, embora alguns momentos só consigo mesmo sejam necessários para colocar as ideias em ordem sem interferência de terceiros e também praticado autoconhecimento. Muitas ideias podem se perder se não forem passadas adiante. Gosto da ideia de multiplicar conhecimento: aprender algo de útil e compartilhar. Acredito que quanto doamos algo recebemos de volta multiplicado, seja lá o que tenhamos compartilhado. Ser damos amor, recebemos amor; mas se passamos adiante medo ou rancor, eles voltarão para nos assombrar. Há o suficiente para todos. Não precisamos competir uns com os outros para garantir o que desejamos de bom para nós. Basta que sejamos pessoas íntegras e coerentes com nossas atitudes e pensamentos. Os manuais de comportamento nos ensinam como devemos nos comportar em cada situação para causar boa impressão. Mas acredito que eles podem nos tornar pessoas cínicas que usam de qualquer artifício para alcançar suas metas. Prefiro ser uma pessoa autêntica, mas que respeita a cultura e linguagem de cada ambiente para não causar conflitos desnecessários. O ser humano é um animal sociável e não foi criado para viver isolado. A vida em sociedade nos permite conviver com a diversidade e conhecer outros pontos de vista além dos nossos. Quando aprendemos a conhecer os anseios e medos de cada um, a convivência fica mais fácil e agradável.

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