segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Vício

Já escrevi sobre o vício, suas causas e efeitos, mas nunca é demais relembrar. Vício é um ato que, se ocorre repetidamente, provoca dependência e sempre precisa de doses cada vez maiores. Muitas coisas ordem provocar ou desencadear um processo vicioso: álcool, entorpecentes, adrenalina, sexo, pornografia, internet e até whatssap. Muitas vezes perde-se uma de vida e estragam-se relacionamentos por causa desta dependência.
Certos vícios são tão tolerados e aceitos pela sociedade que nem são considerados vícios, como bebidas alcoólicas, sexo e mais recentemente a maconha. São tratados de forma descontraída e até incentivados.
Uma pessoa percebe que está viciada em algo quando não consegue mais ficar sem aquilo ou quando está chateado recorre a ele para se satisfazer. Algo pode ser considerado vício quando se torna prejudicial ao usuário e ele deixa de fazer coisas importantes para satisfazer seu desejo por prazer.
O vício interfere na produção dos hormônios do prazer que são produzidos naturalmente pelo próprio organismo em doses saudáveis. No início dá uma sensação de euforia e prazer mas logo os níveis hormonais caem drasticamente e vem uma sensação de depressão. Daí o viciado recorre novamente ao seu vício para tentar recuperar a sensação de prazer e bem-estar, em vão. Se no início bastava uma pequena exposição ao produto que provocava o vício, ai longo as doses vão aumentando e a duração dos efeitos do vício vão diminuindo. Isso pode provocar depressão e, em casos mais graves, o suicídio.
Um viciado patogênico desconhece seus familiares e amigos e do tem sua atenção a satisfação do seu vício. Torna-se um dependente que não reconhece estar doente ou não tem forças ou motivos mais intensos posta abandone de vez seu vício, podendo ele precisar de ajuda especializada.
Posto isso, eu também tenho um vício, acredito não ser tão grave quanto isso de drogas pesadas mas tem sido muito prejudicial a minha vida: Bate-papo. Tenho perdido anos de minha vida com este vício, atrapalhado minha vida social e amorosa. Já tentei sair dele várias vezes sem sucesso. Pra mim é difícil outros minha coisa social tem sido pobre a quase trinta anos. As pessoas que conheço s são tão ou mais solitárias que eu e muitos dos que conheço ao tem o álcool como motivo para se reunir com os amigos e familiares, como eu não gosto de bebidas alcoólicas, não tenho paciência nem afinidade com estes encontros regados à álcool.
O bate-papo tem seu lado positivo, que é ser utilizado como um laboratório e experiências sociológicas. Se cometer um erro com alguém de lá, basta entrar de novo com outro apelido e mudar a abordagem até dar certo. É um jogo de tentativas e erros até acertar.
Na por se tratar de um mundo virtual, é Niterói difícil trazer a pessoas que se conhece de lá para a realidade social, muitas vezes não passam de alguns encontros sem maiores propósitos além de satisfazer a curiosidade de conhecer alguém.
O bate-papo retira aquele prazer de conquistar alguém pelo sorriso, olhares e gentilezas, avançando o sinal mais rápido do que se deve. Lá é terra de ninguém e não há compromisso com os sentimentos alheios, simplesmente se diz o que se quer e some-se sem maiores consequências. Não há aquela confiança recíproca e a sensação de vazio é uma constante.
Seria uma grande oportunidade de se fazer amigos verdadeiros, se o ciúme não corresse solto em relações que começam no virtual. Chega a ser vergonhoso apresentar outra pessoa que conheceu-se de modo tão impessoal, uma pessoa da vida visual não aceita a presença de uma terceira pessoa virtual, mesmo que a proposta seja só amizade.
E como em um vício, acabou-se a novidade, acaba-se o interesse e o vício chama novamente a Oeiras caçadas na selva vital chamada Bate-papo, mas que também pode atender pelo nome de Badoo, Tinder e outros do gênero.
Uma vez adquirido o vício, ele passará parte a fazer de você por toda a existência do viciado, mesmo que ele passe anos sem tocar no objeto do seu vício, ele continua latente só esperando a oportunidade de voltar a causar estragos. Por isso que um ex-alcoólatra não pode voltar a tocar em álcool ou um ex-dependente de drogas pesadas. Dizem que se passa metade da vida adquirindo um vício e s outra metade para nossa tratar dele.
Se uma pessoa costuma ter rompantes de fúria e acha que já se corrigiu, sempre aparecerá oportunidades para testar a força de vontade dela de não explodir em acessos violentos de fúria.
O primeiro passo é admitir que o problema existe e procurar resolve-lo, se não puder resolve-lo sozinho, procurar ajuda de familiares, amigos ou especialistas. Isso é mais comum do que uma pessoa pode imaginar.

Dizem que se pode eliminar as células receptoras do vício, mas pode-se combater um vício substituindo ele por um hábito saudável, como praticar esportes.  Ter amigos verdadeiros para também é importante para ajudá-lo, assim como é importante comemorar cada dia e cada fase longe do vício. Ele não deve ser ignorado, mas combatido e eliminado em toda oportunidade que tiver.

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