terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Carapaça II

Eu ja escrevi um texto chamado CARAPAÇA. Nele escrevo que para crescermos ficamos um tempo vulneráveis. Para completar o pensamento: Quando estamos num processo de crescimento, todo o ambiente a nossa volta parece ficar cada vez menor e claustrofóbico, chega a dar ansiedade para sair logo dele e crescer vertiginosamente.
Assim tenho me sentido em relação aos meus conhecidos, sem eles de onde forem. Algumas pessoas que conheci a algum tempo atrás não compreendem, hoje, meu processo de mudança, pensam que sou ainda o mesmo sujeito de sempre, com os mesmo interesses e sentimentos. As pessoas mudam constantemente, mesmo que não percebam isso.
Sinto que os ambientes que frequento hoje estão me sufocando com as pessoas e as mesmas odeias e reclamações. Tantas reclamações e não percebo que estejam fazendo algo para mudar a realidade que tanto as incomoda. Reclamar não muda as coisas, atitudes sim realizam mudanças.
Durante muito tempo desenvolvi a capacidade de fazer humor com tudo, isso ajudou a desenvolver minha criatividade e a me livrar de algumas situações embaraçosas. Era meu porto seguro. Mas me aperfeiçoei tanto na arte de brincar que passou a me criar constrangimentos minhas próprias brincadeiras. Além disso, tornei-me um personagem que ficou dificil identificar o que o eu real e o eu social. Perdi minha identidade.
Aos poucos estou recuperando minha verdadeira essência perdida a anos. Brincar é bom, mas tudo que é demais sobra. Além disso, estou em uma fase que quero fazer coisas totalmente novas, tipo viver o amor escancaradamente e sem reservas, me entregar a um amor que não tenho exemplos próximos para descrever, pois não conheço ninguém que tenha atingido este nível de entrega e confiança no outro. Existe, mas não tenho conhecimento. Assim como aprendi várias maneiras criativas de brincar, quero agora aprender tudo sobre amor, e tenho muito o que aprender. E ensinar!

Nenhum comentário: