domingo, 26 de fevereiro de 2017

Corpo e alma - parte II

Podemos descrever o ser humano como um ser material e um ser espiritual. Não podemos negligenciar um aspecto em favorecimento do outro. A alma quer chegar até Deus e o corpo quer sobreviver porque ele sabe que é material e se desmanchará quando a alma o abandonar, pois o corpo é o templo do espírito. O corpo é sagrado, mas faz parte deste mundo e desta dimensão. 
O corpo quer alimentar-se, sentir prazer, segurança e sobreviver. Não há nada de errado nisso. Errado é querer mortificar o corpo como se ele fosse o culpado por não estarmos com Deus. Deus não quer nosso sacrifício, mas quer nossa obediência, pois este mesmo corpo que abriga nosso espírito, não compreende ainda a coisas de outras dimensões mais elevadas. E a sociedade só faz reforçar nossos medos e inseguranças, repassando conceitos que limitam nossa criatividade para descobrir os mistérios do Universo.
Já o espírito que chegar até Deus, mas este mesmo espírito não deve ser supervalorizado a ponto de esquecermos que somos um conjunto: corpo e alma que formam o espírito. Sentir desejo é natural e saudável, assim como qualquer outro tipo de prazer, mas não devemos viver somente para a satisfação destes desejos. Imagine um empregado de uma empresa dizer para seu empregador que vai ficar uma semana sem trabalhar porque precisa se embebedar para sentir o prazer que deseja. Isso seria motivo para demissão se ele cumprir o que disse. Se um empregador exige que seus contratados cumpram ordens, por que nos achamos que devemos fazer só o que da prazer imediato? Alguém que quer passar em um concurso público sabe que tem que ter disciplina para estudar, sendo não terá condições de responder às questões da provas.
Devemos fazer tudo quis dá prazer, desde que esta busca pelo prazer não nos desvie de nossos objetivos mais duradouros.
O corpo não é inimigo de alma, apenas tem que ser disciplinado mas também recompensado e não punido o tempo todo. Castigo só gera revolta e não é um ato de amor.
Sinto que quando eu renunciar de vez às distrações mundanas, minha mente se abrirá e serei capaz de vê a verdade como ela é e não como eu penso que seja. Sinto que estarei alinhado com o com Deus, com o Universo e com meus semelhantes. Afinal, fazemos parte de um todo. Já sou capaz de assumir publicamente meus pensamentos, mas ainda sinto e seu que posso fazer muito mais do que estou fazendo. Ainda estou deixando a censura e crenças limitantes bloquearem todo o meu potencial.
Encontrar o ponto e equilíbrio entre o corpo e a alma traz uma sensação de paz e acaba com aquela sensação que as ideias tem de que estão divididas e dispersas em seus pensamentos.

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