domingo, 19 de fevereiro de 2017

Solidão

A solidão pede pode ter várias faces. Tem pessoas que estão casadas a anos e sentem-se solitárias, outras pessoas que trocam de parceiros a todo momento e também sentem-se só. E tem aquelas pessoas que não encontram ninguém com quem possam trocar ideias de níveis elevados, e este é meu caso.
Tenho tanto a descobrir, aprender e ensinar, mas meu público é tão silencioso que parece que estou falando ao vazio. Talvez o que eu pense, fale e escreva não interesse as pessoas com as quais eu tenha contato. Insisto em escrever pois isso tem me tornado uma pessoa cada vez melhor, mas é uma tortura não ter pessoas interessadas em comentar assuntos inteligentes.
Na internet e nas bibliotecas tem cada assunto de tirar o fôlego, mas não tenho com quem debater e chegar a conclusões mais rápidas. Tem tantas pessoas inteligentes e com um grau de cultura elevado, mas parece que não terei acesso a elas.
Não aguento mais viver cercado de pessoas cuja suas maiores preocupações são a resenha do futebol, ou a palavra do pastor, ou a novela da televisão, ou a violência não sei onde, ou a falta de dinheiro. Existe um Universo a ser descoberto e mistérios a serem desvendados, mas ninguém que conheço parecer ter tempo para perceber o que realmente importa: viver a vida em plenitude e descobrir a centelha divina em cada um de nós.
Não estou me preocupando mais em fazer sentido ou parecer coerente para a maioria das pessoas, pois não vale o esforço nem o desgaste de me explicar demais a quem não tem interesse em entender mesmo.
Acredito que devo continuar minha busca por ambientes em que eu possa desenvolver meu potencial. Quem sabe as gerações futuras tenham interesse e acesso ao pouco que já consegui produzir, e assim esta solidão e este silêncio passe a fazer algum sentido.

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