sexta-feira, 10 de março de 2017

Viagens dimensionais

Acredito que podemos visitar outras dimensões e outros planos astrais ainda nesta existência. Mas para realizar essas façanhas são necessários total desprendimento dos assuntos relacionados com este mundo, pelo menos enquanto pretender realizar estas viagens e fora por algum momento. Afinal, uma dimensão superior é mais leve e não comporta o peso da preocupações que nos mantém atrelados a este mundo, impedindo qualquer elevação espiritual.
Preocupação é uma clara manifestação do ser humano que pensa que é responsável pelo seu destino. Podemos até fazer nossas escolhas e arcar com as consequências, mas os resultados dependem de uma série de fatores que escapam ao nosso controle. Não se trata de se acomodar e deixar tudo ao "Deus dará", mas deve-se ter consciência que a vida não é uma matemática perfeita à qual conhecemos todas as fórmulas de sucesso.  Preocupar-se demonstra arrogância do ser humano perante Deus, e põe em dúvida a justiça divina.
Desprovidos de preocupações, podemos fazer estas viagens por outros dimensões se estivermos propensos a acreditar que isto é possível e, claro, se tivermos certeza de que a realidade não se resume apenas aquilo que nossos sentidos conseguem nos mostrar e que podemos mensurar.
Mas qual a use utilidade de passar por um processo tão subjetivo e de difícil comprovação? São vários os motivos em se empenhar para atingir este estado de elevado espiritual e de consciência impares: felicidade, paz, busca pela sabedoria e equilíbrio interior. A felicidade não é deste mundo e nem esta aqui, mas podemos viver nela aqui mesmo. Assim como a paz e a sabedoria não são originais deste mundo, embora suas presenças tenham efeito direto nos viventes.
O conhecimento infinito também é possível neste plano, mas ele não será apresentado a uma humanidade incompleta e inconsciente de si mesma. Se a humanidade tivesse acesso a conhecimento superiores aos que há tem, tendo uma evolução moral tão baixa, seria a nossa ruína. Pois seria dar o poder de construir e destruir para pessoas nem sempre bem intencionadas e capacitadas para lidar com tal magnitude de poder que um conhecimento elevado traz ao seu detentor.
Acredito que a passagem para atingir este estado mental elevado sem estar alienado seja simplesmente amar sem pedir nada em troca. Quando amamos gratuitamente sem  impor condições atingimos este estado de leveza que nos remete a eternidade e desprendimento. Quem consegue desenvolver a capacidade de amar atinge o ápice a evolução humana. O amor não se preocupa em perder a pessoa amada,pois o amor liberta, ao contrário do desejo e das vontades que aprisionam e tornam nosso caminhar lento e pesado. Entregar-se ao sentimento do amor sem reservas pode dar, no início, uma sensação de pavor,por estar em um terreno totalmente desconhecido, mas quem já experimentou o amor sublime não deseja mais nada neste mundo.
E para atingir um estado mental que não cabe desejo em  primeiro lugar. Para viver uma nova  experiência destas tem que se preparar para viver uma nova fase na vida. Não se pode ter resultados diferentes fazendo sempre a mesma coisas. Não devemos nos colocar em situações em que o desejo sobreponha-se ai amor, que é um sentimento leve e elevado. O desejo pode surgir de uma visão por alguém vestido de forma excitante ou mesmo em formas de carícias intimas. Nada contra o prazer cercado, desde que ele esteja submetido ao império do amor. O desejo por si só aprisiona e tem prazo curta de validade, facilmente se torna possessividade.
Busco atingir este estado mental elevado para ajudar a quem precisar a quem precisar. Assim como acredito que se pode conhecer o paraíso ainda nesta vida. Eu já tive algumas amostras de felicidade por algumas momentos e meu coração quase sai pela boca, mas minhas limitações e meu coração ainda cheio de rancores, magoas sentimento de inferioridade me impediram de segurar a felicidade por mais tempo. Eu ainda não estava preparado para tamanha felicidade. Mas esta experiências serviram para me mostrar quse vale a pena lutar por coisas tão elevadas. Parece que estamos vivendo em um sonho onde tudo que desejamos é possível de ser realizado.
Não escrevo para o vazio. Tudo que fazemos, dizemos e sentimos ecoa na eternidade e de lá temos uma resposta. Mas temos que nos desapegar de conceitos ultrapassados e temos discernimento para saber distinguir o que realmente precisamos e o que não passa de um capricho pessoal, assim como precisamos saber a diferença entre o que pensamos e as ideias que implantaram em nossa mente e acreditamos que são ideias nossas. As crenças limitantes que temos nos impedem de alcançarmos vôos mais altos e de ter a felicidade que é permanente à qual todos temos acesso.
Como dizia São Francisco de Assis em sua oração: "É dando que se recebe". O que tenho feito este tempo todo é divulgado um conhecimento que recebi de graça e de graça dou. Quero com essa atitude atingir um estado moral elevado a ponto de viver no mundo da felicidade e de lá não sair mais, assim como ter acesso a todo conhecimento que meu ser consiga comportar.
Podemos ganhar a eternidade nesta existência com a realização de nossas obras. Não devemos querer fama nem sermos adulados, mas sim sermos reconhecidos pelas nossas obras e pela importância que elas poderão ter na vida de cada pessoa que se beneficiar com elas. Eu mesmo posso e até devo ser um anônimo, mas minhas obras devem ser bem conhecidas pelo bem que desejo que elas façam às pessoas.
Não devemos buscar nossa glória pessoal em função do que fazemos. Isso é vaidade desnecessária e apaga o brilho do que fazemos.
Deixar de pensar em si mesmo e pensar no bem do nosso semelhante, nem que seja por um momento, é a melhor maneira de subirmos mais um degrau para a eternidade e abraçamos as graças de Deus. Não se consegue a felicidade eterna de outra forma. Essa felicidade não é uma fantasia distante, ela é real e pode ser de qualquer um que estiver preparado para recebê-la.
Vou saber que estou em meu paraíso quando deixar de me preocupar com meu futuro e minha sobrevivência, assim como eu deixar de fazer esforço para manter o que conquistei. Quando temos necessidade de fazer esforço para manter algo, seja um relacionamento ou emprego, é porque aquilo que pensamos ter não nos pertence de fato e com o tempo o desgaste para mantê-los por perto torna-se um peso maior do que conseguimos suportar.
A vida é para ser leve. E é sendo leves que nos transportamos para outras dimensões de sentimentos e conhecimentos inimagináveis pelos padrões atuais que conhecemos.
 

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