domingo, 23 de abril de 2017

Público errado

Às vezes reclamo de falta de retorno que sinto ao publicar ideias e pensamentos. Ao invés de eu pensar que estou perdendo meu tempo em escrever, melhor usar isso só meu favor: Não são as ideias que estão erradas, mas o público que não está preparado para receber ideias tão intensas e abrangentes.
Não se trata de eu acreditar que minhas ideias são melhores que a de pessoas, mas eu tenho necessidade de publicar e expor meus pensamentos. Não tenho motivos para me esconder ou ficar reservado apenas a um pequeno grupo de pessoas. Acho enriquecedor um público variado mas interessado no que tenho a dizer.
É uma pena. Mas a maior parte das pessoas que conheço perderei contato daqui a algum tempo, mas pela falta de afinidade de ideias do que pela distância. Mas acredito que surgirá pessoas mais interessadas no que tenho a dizer.
A vida é assim mesmo, feita de momentos, e viver de forma intensa e enriquecedora é numa meta de vida.

Incompatibilidade de ideias

As pessoas que conheço reclamam muito de que ninguém quer ter relação seria e de que não há mais amizade. As mulheres reclamam de que os homens só querem saber de sexo e, mesmo se chamarem elas para passear,a real intenção deles é só sexo e mais nada. Isso é o que diz o senso comum. Mas o sendo comum não é fonte de sabedoria e normalmente seus conceitos estão errados.
Mas quando um homem chama uma mulher para sair, tem a oportunidade de ter relações sexuais com ela mas o que ele quer é realmente passear, essas mesmas mulheres não entendem o que está acontecendo e ficam atordoadas nas ideias, ficam confusas mesmo. A pessoas estado tão condicionadas e acostumadas a encontrarem-se com alguém apenas quando há atração física, que não conseguem perceber algo além de seus próprios hormônios. A mentalidade nos dias de hoje está abaixo do mínimo desejado para uma pessoa de bem. As pessoas isolam-se sem necessidade.
Mas esta questão de associar qualquer encontro a interesses sexuais esta relacionado que as próprias pessoas não percebem o valor que tem e nem aprenderam a sentir e valorizar o sentimento. O lado emocional não tem sido trabalhado adequadamente nos dias de hoje. Por isso que a maioria das pessoas são movidas por dois impulsos básicos: sexo e fúria. A mesma pessoa que só consegue enxergar o mundo pelo prisma do sexo, é a mesma pessoa que se enfurece rapidamente e não consegue conter seria rompantes de raiva. São pessoas que não evoluíram mentalmente e bem espiritualmente. Agora imaginem uma sociedade composta por pessoas primitivas deste jeito, o que acham que estas outros vão ensinar aos seus filhos e alunos?
Quando estamos insatisfeitos com s pessoas que temos contato, não podemos generalizar e pensar que toda a sociedade é primitiva, mas parece claro que se estamos deslocados e não nos sentimos bem com os valores doer-lhe grupo ou meio social, é porque estamos no lugar errado e convivendo com as pessoas erradas. Às vezes, insistimos em conviver com pessoas que não são do mesmo nível que nós, ou seja, pessoas que não tem a menor afinidade ou sintonia com nossos valores pessoais e ideais.
Nesse caso, tempos que abandonar aquele meio que nos sufoca e procurar um ambiente em que sejamos tratados como um igual, e não sermos mais vistos como pessoas excêntricas de ideias incompreensíveis.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Pessoas anti-sociais

"Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles".
Mateus 18:20
Essas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo refletem exatamente o que ele quis dizer. Mas eu prefiro acrescentar que quando estamos reunidos na presença de outras duas pessoas tendemos a nos revelar mais sinceramente do que quando estamos só com outra pessoa, principalmente se não exercermos algum tipo de controle sobre elas.
Porém, tenho percebido que as pessoas estão tendo atitudes anti-sociais cada vez mais, preferindo o isolamento de uma relação dita amorosa do que o convívio com outras pessoas das quais elas não possam pressionar para aplaudirem toda as ideias delas. Por mais prejudiciais que sejam suas atitudes, as pessoas estão se alinhando apenas com quem concorde com elas sem contesta-las, assim elas ficam na ilusão de que estão sempre certas e errado é quem discorda delas.
Particularmente, prefiro um debate acalorado do que a monotonia de aplausos de aprovação. Gosto de debater e argumentar, gosto de defender minhas ideias com todas as forças, mas também sou facilmente convencido se alguém tiver argumentos incontestáveis. É sempre melhor encontrar pessoas melhores que eu em algum aspecto, é sempre um novo e revigorante aprendizado.
A mulheres reclamam que os homens só querem saber de sexo e que quando chamam elas para sair é na intenção de leva-las para cama, mas estas mesmas mulheres esquivam-se de encontrar-se com um homem em lugares públicos e que existam outras pessoas envolvidas, seja o convite para uma festa ou mesmo um culto religioso.
Pessoas anti-sociais pensam que estado sendo observadas e julgadas, é assim que elas sentem-se quando estão em público e alguém olha para elas. Geralmente são pessoas autoritárias que fizeram de viver em um ambiente em que elas possam controlar tudo e a todos a sua volta; tendem a serem extremamente ciumentas e até possessivas, preferem que seus parceiros ou parceiras percam oportunidades profissionais se tiverem que conversar com alguém fora do conhecimento dela. Pessoas deste tipo são um atraso na vida de alguém.
Resumindo: é servir mais indicado relacionar-se com pessoas que não tenham receio de serem vistas em público e nem carreguem com elas o peso de serem complexadas a ponto de pensarem que os outros estado dele condenando elas com seus olhares. Saber relacionar-se é uma dádiva e um grande prazer para quem sabe a diferença entre relações interpessoais e sexuais.

Baleia Azul

Agora a febre do momento é um jogo no Facebook chamado Baleia Azul. É um jogo com desafios que incentivam as pessoas a se automutilarem, cometerem homicídios e por fim o suicídio. Existem curadores que mandam os convites às pessoas que aceitem devido ao nome um tanto inocente e até com um certo apelo ecológico. Mas depois que as pessoa aceitam o jogo, passam a receber ameaças de que vão ser rastreadas até chegar aos seus familiares caso recusem a tarefas ou desistam do jogo. Esse tipo de gente usa o medo que as pessoas cultivam dentro de si para usá-lo contra elas
Até onde pesquisei, o jogo envolve adolescentes propensos a depressão e torna-se realmente um incentivo ao suicídio e a cometerem atos bizarros que não teriam coragem de fazer se não tivessem um incentivo extra.
Numa sociedade desestruturada e materialista como a nossa, onde a relações pessoais estado cada vez mais frágeis e as pessoa se isolando em seus círculos sociais fechados que aplaudem tudo que seus membros fazem, não é surpresa que um jogo desses se torne uma ameaça. Essa repercussão toda só é um sintoma da sociedade doente em que vivemos. As pessoas querem mostrar que está tudo bem quando, na verdade,  estão destroçadas por dentro.
Ainda é cedo para avaliar a veracidade das ameaças desses curadores. Na o mais certo é manter-se afastado de um jogo baixo-astral como este. Mas este tipo de situação abre precedentes para outras cada vez piores. Se as pessoas não trabalharem seu próprio emocional, não será apenas um jogo de internet que será uma ameaça. Diante da situação turbulenta em que vivemos, com nossas autoridades políticas, econômicas e se religiosas com condutas sendo postas cada vez mais em dúvida, além da situação econômica e social do país e até do mundo, todo cuidado é pouco.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Matrix

Vi no filme Matrix várias analogias a espiritualidade, pelo menos o primeiro filme da trilogia do perfeito. O Sr. Anderson era um sujeito que vivia uma vida dupla como programador de softwares e como um hacker. Até que os agentes vem a dia busca. No filme ele seria um escolhido para derrotar a Matrix e por isso começou a ser perseguido.
O comandante Morfeu de uma nave da resistência vai atrás dele para resgatá-lo, e oferece a escolha de saber a verdade ou viver na ilusão pelo resto da vida. Assim vivemos nós: entre a ilusão da vida terrena e a verdade da eternidade. Assim como no filme, tem pessoas que estão tão dependentes da ilusão que farão de tudo para defendê-la. Assim é na vida virtual como também na vida real.
Este filme se assemelha ao Mito da Caverna, do filósofo Platão: havia um grupo de pessoas que nunca haviam saído de uma caverna, tudo que elas conheciam da realidade fora da caverna eram as sombras refletidas na parede da caverna. Até que um desses moradores da caverna resolve sair outra investigar e descobre a vida real dos da caverna. Esse sujeito que sai da caverna era um filósofo que queria mais respostas do que aquelas que todos aceitavam como sendo uma verdade.
O cérebro pode ser enganado, e ele não sabe a diferença entre realidade e fantasia. A realidade acaba por ser tudo aquilo que temos como verdade, inclusive a rigidez da própria matéria. A vida é muito mais do que podemos perceber através de nossos sentidos sensoriais. Daí o desapego é tão importante para poder perceber além da sensações físicas que recebemos do ambiente externo.
Usamos cinco sentidos para conhecer e interagir com o mundo exterior, mas pouco se fala sobre o sexto sentido: A intuição. A intuição nos permite ver além das aparências e perceber a de informações que escapam dos outros sentidos. Normalmente, nos deixamos envolver pelos estímulos externos que não percebemos com clareza a realidade das coisas e de verdade em cá uma delas, sem deixar-nos contaminar pelas nossas próprias expectativas.
Por isso gostei tanto deste filme, no sentido de me despertar para s realidade além do que podemos perceber.
 

domingo, 16 de abril de 2017

Obediência ou submissão?

As pessoas tendem a confundir o significado das palavras. Por exemplo, confundem facilmente obediência com submissão:
Submissão é o ato ou ação de se submeter a algo ou alguma coisa; deixar dominar passivamente; uma forma de subordinação, vassalagem ou servidão.
A submissão é baseada na condição de obedecer ordens de um superior, sem o direito de tomar decisões livres ou de se expressar da forma que bem entender. Um indivíduo que vive em estado de submissão é chamado de submisso e é caracterizado pelo excesso de humildade e servilismo. Normalmente, a submissão é marcada pela espontaneidade do submisso perante algo ou alguém, ou seja, uma obediência voluntária.
A submissão pode ser uma ação pejorativa, quando o indivíduo submisso é vítima de humilhação devido a sua condição de extrema humildade ou servidão; a submissão pode ser classificada como uma das características da escravidão.
OBEDIÊNCIA é um substantivo que define a ação de quem obedece, de quem é dócil ou submisso. Uma pessoa que segue, cumpre ou cede às vontades ou ordens de alguém.
Esta expressão é utilizada para qualificar a condição de quem está disposto a obedecer. A obediência é considera um ato de conformidade perante ordens recebidas de alguém, seja uma pessoa, um grupo ou uma instituição (como a polícia federal, por exemplo).
Os pais, professores e demais membros da sociedade existem das crianças submissão como forma de respeito, embora eles entendam que si estão pedindo o respeito que lhe é devido. Assim como seus pais exigiram deles, os adultos exigem das crianças. Mas os tempos mudaram e as crianças estão aceitando cada vez menos ordens sem questiona-las. Mas também este tipo de exigência fora das crianças seu sendo crítico e elas respondem desta forma como forma de se defenderem, isso trata-se mais de um ato de revolta do que um ato consciente de liberdade, por parte destas crianças.
Os casais não tem comportamento muito diferente dos adultos com a crianças. Quantos maridos ou mesmo namorados exigem de suas parcerias obediência no lugar de negociar o espaço de cada um na relação?
A submissão é mais um ato autoritário do que de autoridade, quando se trata de um ser humano em relação ao outro. Submeter alguém a outro é algo que atropela o respeito de um de humano pelo outro. Qualquer ato de obediência deve ser conquistado pelo território e não pela forças pior intimidação.

Celibato ou castidade?

As pessoas costumam confundir as palavras castidade e celibato, e podemos também incluir uma terceira palavra: continência. Mas vou esclarecer:
-> Celibato é a renúncia ao casamento. Normalmente ocorre por motivos religiosos, para se entregar totalmente a sua fé sem distrações com prazeres mundanos;
-> Castidade é uma virtude que ocorre quando a pessoa utiliza sua capacidade sexual em acordo com seu estado de vida. Ou seja, uma pessoa solteira é casta se mantiver continência, isto é, não manter relações sexuais; uma pessoa casada é casta se mantiver relações sexuais apropriadas com sua esposa, e somente com sua esposa. Em ambos casos, solteiros ou casados, trata-se da mesma virtude, mas as ações são diferentes;
-> Continência é a escolha de não manter relações sexuais. Novamente, é importante ser uma escolha, simplesmente não ter sexo não é exatamente continência. Se houver um problema de saúde que impossibilite relações sexuais, não teríamos continência, ou num exemplo extremo, uma pessoa vivendo sozinha numa ilha não teria parceiros para manter relações, Em ambos casos não se falaria de continência.
Mas qual a importância disto na vida de cada um de nós? É possível ser virtuoso, como descrito acima, nos dias atuais?
Sempre escrevo que o nosso corpo é o templo de nossa alma, então temos que respeitar ao nosso próprio corpo e de nosso semelhante. Não é possível falar em amor onde falta-se com respeito. O desejo sexual é uma força poderosa mas primitiva, à qual a única regra que segue é sua total satisfação. Mas o desejo sexual não se satisfaz apenas com sexo, pois quanto mais uma pessoa tem relações sexuais, mais insaciável e vazia ela se sente.
Sexo não traz amor, apenas desperta paixões, que são sensações fortes para com prazo de validade curto.
O amor pode despertar o desejo sexual, porém de forma mais tranquila e duradoura. Não terá o mesmo impacto de uma paixão, mas traz uma satisfação indescritível outras quem ainda não o experimentou.
Particularmente, no acho que a solução seja reprimir o desejo sexual com todas a forças, pois isso traria insatisfação pessoal. Não se deve reprimir o desejo sexual, mas canaliza-lo de forma positiva, de forma a nos utilizarmos de sua imensa energia para elevar nossos corações.
Se praticante do celibato, castidade ou mesmo da continência é uma forma de disciplinar o próprio corpo e não se entregar a paixões avassaladoras que só nos roubam nossa paz de espírito.

O mito de Narciso

O mito de Narciso tem c várias versões, mas o básico é o seguinte:
"Narciso, um jovem de extrema beleza, era filho do deus-rio Cephisus e da ninfa Liriope. No entanto, apesar de atrair e  despertar cobiça nas ninfas e donzelas, Narciso preferia viver só, pois não havia encontrado ninguém que julgasse  merecer seu amor. E foi o seu desprezo pelos outros que o derrotou. Quando Narciso nasceu, sua mãe consultou o adivinho Tirésias  que lhe predisse que Narciso viveria muitos anos desde que nunca conhecesse a si mesmo. Narciso cresceu tornando-se  cada vez mais belo e todas as moças e ninfas queriam seu amor, mas ele desprezava a todas. A ninfa Eco se apaixonou por ele e foi rejeitada e definhou. Por vingança, as ninfas jogaram-lhe uma maldição: - Que Narciso ame com a mesma intensidade, sem poder possuir a  pessoa amada. Nêmesis, a divindade punidora, escutou e atendeu ao pedido.
Naquela região havia uma fonte límpida de águas cristalinas da qual ninguém havia se aproximado. Ao se inclinar para  beber água da fonte, Narciso viu sua própria imagem refletida e encantou-se com sua visão. Fascinado, Narciso ficou a  contemplar o lindo rosto, com aqueles belos olhos e a beleza dos lábios, apaixonou-se pela imagem sem  saber que era a sua própria imagem refletida no espelho das águas.
Por várias vezes Narciso tentou alcançar aquela imagem dentro da água mas inutilmente; não conseguia reter com um  abraço aquele ser encantador. Esgotado, Narciso deitou na relva e aos poucos seu corpo foi desaparecendo. No seu  lugar, surgiu uma flor amarela com pétalas brancas no centro que passou a se chamar, Narciso".
O mito grego de Narciso nos serve para lembrar-nos de que a vaidade excessiva por si mesmo pode ser destruidora. O culto ao corpo ou às pesquisas ideias pode indicar algum distúrbio psicológico de personalidade ou mesmo problemas espirituais. Tudo em excesso sobra. A vaidade excessiva impede às pessoas de bem outras verdade além da sua. E qualquer um que desafie a verdade de um narcisista vai ganhar o ódio ou desprezo dele.
Um narcisista não gosta de ser desafiado e evita confrontos, não por ter um espírito pacífico, mas para não demorar a imagem que ele faz de si mesmo: de ser todo perfeito em corpo e ideias. Ele tende a se isolar ou buscar outras pessoas que reforcem a imagem que ele tem de si mesmo, a exemplo do que ocorre nas redes sociais: qualquer um que discorde do que foi postado tende a ser ojerizado pelo grupo e excluído do mesmo. Não há debates e nem tolerâncias às nas ideias.
Um corpo bonito é realmente agradável aos olhos das pessoas. O problema é que este mesmo corpo bonito pode induzir ai pecado uma mente fraca, tanto de quem tem um corpo bonito como quem o aprecia. Pode despertar a cobiça, luxúria, paixões descontroladas e, em casos mais graves, crimes. Quem valoriza demais a própria aparência, tende a tentar encobrir suas próprias deficiências em outros áreas, como intelectual, cultural ou moral.
Não há nada de errado em valorizar seu próprio corpo, pois ele é o templo de sua alma, mas o corpo não é  a razão de você estar aqui. Além disso, o corpo envelhece, a agilidade vai desaparecendo ao longo dos anos e a beleza é efêmera. Durante disso, o que sobra para não cair no esquecimento ou desprezo das outras pessoas? Alguns diriam o dinheiro, mas até esse muda de mãos e não compra nem amor, nem amizades ou felicidade. O que sobra, ai longo dos anos, é o resultado do que nos tornamos, nem mais e nem menos.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Sobre a Páscoa

Para um cristão comprometido com sua fé, a Páscoa é a data mais importante no calendário. A Semana Santa nos relembra do sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo para nos salvar do pecados e nos dar a vida eterna. Através de seu sacrifício, a dívida da humanidade, decorrente do pecado original de Adão e Eva, do paga e nos elevou a condição de filhos de Deus.
Para um cristão, a Páscoa tem mais importância do que o Natal. O Natal é uma data festiva que comemora o nascimento de Jesus Cristo. Mas é na Pascoa que seu verdadeiro propósito se cumpre. De nada adiantaria ele ter nascido se não tivesse passado pela provação de sua morte e ressurreição. A ressurreição é que coroa a obra de sua vida. Se não tivesse havido ressurreição, Jesus Cristo não teria passado de mais um profeta de Deus e a humanidade teria continuado em sua trajetória de pecados sem chances de salvação.
Tem pessoas que acham os romanos cruéis por terem executado Jesus Cristo. Mas eles não se importavam com questões religiosas dos judeus, contanto que não provocassem tumultos que chegassem ao conhecimento do imperador romano.
Já para para judeus, a vinda do Messias prometido seria sua chance de lutar e se libertar do domínio de Roma, como há havia acontecido em outras ocasiões por interferência direta de Deus em favor de seu povo escolhido. Até então, os judeus eram incentivados, devido a sua tradição ancestral, a sacrificarem um animal como forma de agradar a Deus. O sacrifício de Jesus Cristo veio para por um fim nesta tradição cruel para com os animais, como se Deus se agradasse da morte de uma de suas criaturas. Mas antes do sacrifício dos animais, os costumes da época eram sacrifícios humanos, que foram substituídos por animais e por fim com Jesus. Dai a expressão referente a Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus:
"João Batista viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo".
João 1:29
E para o líderes judeus, a pregação de Jesus Cristo era uma ameaça ao sua posição social diante da população e do prestigio que gozavam perante às autoridades romanas. Sua posição era confortável demais para deixarem que ideias de igualdade e de amor ao próximo crescessem. O Antigo Testamento baseava-se e pregava supremacia dos judeus perante os outros povos como o povo escolhido de Deus e que seriam os únicos a serem favorecidos pelas graças do Senhor.
"Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres".
Mateus 26:39
A extrema humildade de Jesus Cristo o fez aceitar seu destino, mas o senhor da vida não queria passar pelo sacrifício da morte. Mas esta era a vontade do Pai, ele acatou e venceu a morte.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

A vida nos testa

A vida sempre vai nos testar da forma que mais nos afeta e no nossos pontos mais sensíveis ou em questões mal resolvidas. Tem pessoas que se abalam fácil quando o assunto é dinheiro, outras são mais sensíveis quando o assunto é relacionamento ou mesmo por questões profissionais. O que estiver mal resolvido, será aquilo que sempre voltará para te atormentar até você vencer esta ela etapa.
Não devemos afrontar um pecador quando estivermos diante dele, Deus não gosta nada disso. Quando fazemos isso, estamos nos prejudicando em vem anos. Diante de um pecador, devemos trata-lo com respeito mas não dar espaço para que ele cause mais prejuízos.
Não devemos simplesmente maltratar um pecador pois isso significa que o estaríamos julgando, e só quem pode julgar alguém é quem for justo, e não há ninguém mais justo do que Deus, que é o Pai, o filho Jesus Cristo e o Espírito Santo.  E diante de uma pessoa justa, devemos é referenciá-la com todas das honras, pelo trabalho e pelo exemplo que vida que ela é.
São Jorge mesmo é um grande exemplo de vida. Ele sentia uma forte necessidade íntima de referenciar a Deus, como ele não sabia como fazer isso, elegeu a Lua como seu amuleto que o fizesse lembrar de seu Senhor. A imagem de São Jorge é cheia de significados: o cavalo branco representando o corpo, São Jorge representando a alma, a lança empunhada representando nossas defesas contra o mal, e o dragão representando o mal em nós que temos que combater.
O mal sempre vai nos cercar enquanto formos viventes, mas Deus não o eliminou ainda para que tenhamos a oportunidade de escolhermos entre o bem e o mal, além do sofrimento servir para nos lembrar do que nos acontece quando abandonamos a Deus em função de nossas vontades mesquinhas.

Razão e sentimento

Em nossa vida o que prevalece: a razão ou a emoção? Poderíamos até dizer impulsivamente que a razão deve prevalecer sobre a emoção, mas diariamente as pessoas nos dão a prova de que os sentimentos sempre pesam em momentos cruciais em que há necessidade de se tomar uma decisão importante. Por mais que as pessoas se achem racionais, suas preferências pessoais sempre prevalecem em detrimento da lógica fria e formal em suas decisões.
Estou ansioso para me desligar deste pensamento racional que domina o sentimento e deixar que o sentimento conduza minha vida como um farol em uma noite escura e tempestuosa.
Confinar os sentimentos no império da razão é um erro comum que a maioria das pessoas cometem acreditando que assim manterão o controle de suas ações e até do ambiente a sua volta. Mas os sentimentos são maiores que a razão e não podem ser contidos durante muito tempo sem causar sérios estragos em quem passa tempo demais a reprimi-los. Tentar reprimir um sentimento é o mesmo que tentar conter a erupção de um vulcão com uma rolha gigante, ou mesmo conter a força de um tsunami erguendo muros de sacos com areia. Simplesmente não funciona.
Nossos sentimentos são de uma força interna descomunal e tentar detê-los é uma grande estupidez. Os sentimentos são soberanos e prevalecem sobre a razão, são maiores que qualquer pensamento racional que possamos ter. Não se reprime um sentimento, apenas podemos canaliza-lo para que ele seja nosso aliado e não nosso inimigo.
Não se deve confundir sentimentos com sensações. As sensações surgem de estímulos sensoriais, como o toque e o olhar, por exemplo. Já os sentimentos vem de dentro de nós, e podem ser bons ou maus. Todos nós somos capazes de fazer escolhas, mesmo que sejam escolhas erradas que ao fazem mal a nós mesmos. As emoções tem que sem formadas por sentimentos leves e elevados.
Acredito que estes sentimentos são a chave para a criatividade e para abrir nossos caminhos. Quem confia em se relacionar com pessoas que não inspiram confiança ou parecem que tem o coração cheio de trevas e revoltas?
E é com um coração limpo de revoltas ou desejos mesquinhos que quero me revelar minhas ideias às pessoas, sem ter que pensar demais, apenas fazer o que sinto sem maiores explicações. A vida é curta e as respostas que precisamos não podem ser encontradas apenas usando a fria razão como forma de se orientar nesta vida. A razão é tão curta como nosso cérebro, o sentimento tem ramificações até onde nem fazemos ideias. Tem pessoas que não querem se deixar guiar pelos próprios sentimentos para que não tenham que renunciar aos erros que cometem repetidamente mas que lhes dão alguma forma de prazer.
Temos um potencial inexplorado que está esperando apenas que abramos boa mente e nosso coração para que ele tenha espaço posta se apresentar, fora dos muros limitadores da razão. Não se trata de alienar-se, mas passar a ver a coisas como realmente são e não como queremos que elas sejam. É esse poder que busco e que está a disposição de todos que o queiram encontrá-lo.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Sair de cena

Minha vontade é sair de cena cada vez mais e que minhas obras cresçam na mesma proporção. Quero ser reconhecido não necessariamente pela minha profissão ou aparência física, mas pelo bem que consegui fazer, não tenho nem a vaidade de assinar o que produzo, seja uma obra de arte ou mesmo um texto, me basta que estas obras tenham seu valor reconhecido e que consigam transmitir a emoção que as criaram.
Desejos pessoais parecem que nos jogam para baixo e nos prendem nesta dimensão, já o bem que fazemos só nos eleva sem que tenhamos que fazer esforço para estarmos bem conosco mesmo.
Assim como amar pode assustar em um primeiro momento, mas quando nos soltamos de nossas amarras ganhamos asas para voar, confiar nossos caminhos a um ser puro de essência inimaginavelmente elevadas podem provocar sentimentos incomparáveis.
Por isso quero me esquecer me mim posta me encontrar cada vez mais. Não há como de perder se souber em que direção esta indo.
O que faço não tem preço.  Não há ganhar dinheiro com o que produzo, mas Jesus Cristo já me deu a resposta no Evangelho:
" de graça recebestes, de graça dai"
Mateus 10:8,9

Escolhidos

"Então Jesus, tomando a palavra, tornou a falar-lhes em parábolas, dizendo:
O reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho;
E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, e estes não quiseram vir.
Depois, enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas.
Eles, porém, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio;
E os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram.
E o rei, tendo notícia disto, encolerizou-se e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade.
Então diz aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos.
Ide, pois, às saídas dos caminhos, e convidai para as bodas a todos os que encontrardes.
E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial foi cheia de convidados.
E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias.
E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu.
Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.
Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos."
Mateus 22:1-14
Assim falo com minhas amizades e a quem escolho posta fazer parte de minha vida e de meu convívio: falo com muitas pessoas, mas poucas permanecem, ou porque não aceitam ou não entendem minha proposta, ou outros não se sentem a vontade de saírem da trevas de seus isolamento e serem expostas à luz da convivência coletiva.
Tem pessoas quis estão acostumadas a viverem no isolamento de uma relação a dois, e acham que o ciúme é prova de amor. Ciúme não é prova de amor, é prova de uma relação doentia pautada na desconfiança. E se há desconfiança, há motivos para isso, pelo menos de uma das partes que esta insatisfeita com a relação.
Por estes motivos, gosto de fazer muitas amizades, em alguns momentos, a coletividade é a melhor defesa que temos contra nossos sentimentos mesquinhos e de sermos maltratados por quem convive conosco.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Pura filosofia quase poética

"O bom senso é a coisa do mundo melhor partilhada, pois cada um pensa estar tão bem provido dele, que mesmo os que são mais difíceis de se contentar em qualquer outra coisa não costumam desejar tê-lo mais do que o tem. E não é verosímil equipe todos se enganem a tal respeito; mas isso antes testemunha que o poder de bem julgar e distinguir o verdadeiro do falso, que é propriamente o quis se denomina o bem senso ou razão, é naturalmente igual a todos os seres humanos; e, destarte, que a diversidade de nossas opiniões não provém do fato de serem uns mais racionais do que os outros, mas somente de conduzirmos nossos pensamentos por vias diversas e não considerarmos as mesmas coisas. Pois não é  o suficiente ter o espírito bom, mas o principal é aplica-lo bem. As maiores almas são capazes dos maiores vícios, tanto quanto das maiores virtudes, e só os que andam muito lentamente podem avançar muito mais, se seguirem dele o mesmo caminho reto, do que aqueles que correm e dele as distanciam". (DISCURSO DO MÉTODO, I parte)
Quantas verdades em poucas linhas. Todos pensam e estado tão satisfeitos com suas próprias razões que não sentem falta de somar nada a elas. Mas a variedade opiniões não demonstra simplesmente que uma pessoa seja mais racional que outra, apenas que tem pontos de vista diferentes e valorizam aspectos diferentes de um mesmo assunto.
Tem-se a crença geral de que pessoas consideradas boas sejam incapazes de fazerem o mal. Contudo, são a mais capazes de fazerem crueldades. Fazer o mal ou fazer o bem é uma questão de escolha. Pessoas virtuosas escolheram fazer o bem, e lutam e para não fazerem o mal ou cometerem pecados.
E de nada adianta se apressar para alcançar algo e fazer bobagens, do que permanecer paciente e aguardar o momento certo para alcançar o que deseja. Como diz um ditado popular: "Apressado come cru".
 

Explosão de nervos

Às vezes, nos reprimimos por tanto tempo que chega um momento que parece que vamos explodir. Essas energias que acumulamos ao longo do tempo e que não são dissipadas nos fazem mal e não podem ser contidas por tempo indefinido, e em algum momento elas sairão, e podem até sair de forma destruidora feito tsunamis. Afinal, segundo as leis da física, a energia não pode ser destruída, apenas transformada.
Viver em sociedade nos impõe comportamentos que nem sempre concordamos mas que temos que aceitar em algum momento. O problema é quando não se extravasa essas insatisfações ou não aprende a lugar com elas. Em alguns casos, passamos a vida contornando os problemas sem nunca resolvê-los de fato. É como jogar a sujeira para debaixo do tapete durante anos, em algum momento vai tropeçar e a queda poderá ser feia e machucar a si mesmo e a outras pessoas.
Aprender a canalizar as energias reprimidas é a melhor forma de não deixar que essas insatisfações se tornem um problema a ponto de causar transtornos irreversíveis, como uma briga em família, um crime ou mesmo causar um derrame ou óbito de alguém. Num momento de raiva, podem ser proferidas palavras perigosas que podem ferir mortalmente a outra pessoa ou mesmo provocar uma mágoa difícil de ser perdoada ou de consequências trágicas.
Esfriar a cabeça ou mesmo contar até dez são uma das formas de não falar ou fazer coisas das quais pode se arrepender, mas então será tarde demais para desfazer o mal que provocou por um momento de fúria e terá que viver com o remorso pelo resto da vida de ter prejudicado alguém devido ao próprio descontrole.

sábado, 8 de abril de 2017

Aprendendo a envelhecer

Às vezes, conviver com a pessoas é um grande desafio, pois cada cabeça é um mundo. Cada fase da idade de uma pessoa tem suas alegrias e anseios. E quanto mais uma pessoa vai ficando idosa vai revelando cada vez mais sua própria natureza e o peso dos anos vem cobrar suas dívidas. Quem viveu uma vida leve, sempre se apegando as coisas simples e boas da vida tende a ter uma velhice mais tranquila, mesmo que não seja luxuosa. Mas quem passou a vida do contornando seus problemas sem nunca realmente resolvê-los devidamente, poderá ter uma velhice sobressaltada e sem tranquilidade.
A anos venho me preparando para minha velhice, tenho me esforçado para me livrar dos pesos que tenho acumulado ao longo de minha trajetória. Ainda tenho muito o que corrigir e que Deus me dê tempo antes que eu passe desta dimensão para a outra. Quanto mais estivermos preparados, mais fácil será a passagem para a vida eterna.
Sei que já posso viver em uma dimensão de amor ainda nesta vida, desde que eu abandone a raiva contida e entenda que esta vida não me pertence. Estou com esta vida apenas como empréstimo, e terei que devolver ao seu verdadeiro dono. Que eu consiga fazer o bem aos meus semelhantes o mais rápido possível, mas sei que a fruta só dá no tempo certo.
Só sei que tenho mergulhado fundo em meu interior e desenterrado cada esqueleto, um mais assustador que o outro. Mas também tenho encontrado cada tesouro que eu não sabia que era possível haver em mim e que eu poderia desfrutar destes tesouros ainda nesta vida. Para que eu aproveite essa força interior tenho que dominar forças primitivas, como a raiva e o impulso sexual. Não é possível elevar-se às alturas se ainda age como um animal selvagem, guiado por instintos poderosos e irracionais.
Já estou começando a aproveitar a vida em sociedade com meus semelhantes, de forma cada vez mais harmoniosa, mas ainda tem muito trabalho a fazer para viver a vida em intensidade como deve ser, sem o peso de complexos desenvolvidos com a convivência com pessoas pouco evoluídas espiritualmente e que não tiveram capacidade de incentivar a desenvolver todo meu potencial. Mas até isso faz parte dos desafios da vida. Citando um desenho animado: "O que não te mata te fortalece".

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Mulheres insatisfeitas - parte II

Quantas mulheres podem dizer que seus parceiros as amam pelo que elas são realmente e não apenas pela sua beleza física ou desempenho sexual? Quantas confiam em deixar seus companheiros sem sexo e ainda assim saber que não serão traídas? Quantas ainda terão o amor de seus companheiros se dizem feias ou deformadas? Quantas terão a assistência deles se elas ficarem doentes e precisando de assistência por mais de seis meses?
Nesse aspecto sou pessimista. Não acredito que a maior parte dos homens darão assistência às suas companheiras caso ela precisem deles em um momento de ausência de saúde. Posso estar sendo negativo, mas acho que a maior parte das relações são pautadas na beleza física, no sexo e no dinheiro. Ver alguém além das aparências ou das facilidades financeiras depende de maturidade, e as pessoas no cotidiano não demonstram maturidade.
As cenas de ciúmes deixam claro que estas as relações são baseadas no domínio e não no amor e na confiança. São homens que não garantem a satisfação de suas parcerias e tem que mante-las em vigilância constante porque sabem que eles podem encontrar prazer fora de casa com outras mulheres. Mas as mulheres imaturas também não são muito diferentes de tipo de homem ciumento

Semelhante a uma semente

Sinto como se eu fosse ou tivesse uma semente que quer germinar mas não encontra solo fértil para de desenvolver. Antes o que me prendia era o medo que eu tinha em revelar meus segredos e se marginalizado ir isso, já que eu não tinha ideia de quem eu era e nem ao que se passava em minha cabeça. Agora estou revelando aos "quatro ventos" o que sinto e não tenho retorno dos outros.
Quero desenvolver todo o meu potencial mas não tenho encontrado o ambiente adequado para que isso ocorra. A pessoas com as quais tenho contato não estão dispostas ou em condições de embarcarem comigo nesta aventura do autoconhecimento. O que eu pude fazer sozinho já fiz. Agora dependo de uma força que só encontro na coletividade mas não tenho encontrado resposta adequada do meu social em que vivo. As pessoas estado testo afundadas em seus problemas pessoais e em seu mundo fechado que não consigo romper esta barreira de isolamento, nem mesmo com toda a provocação que faço.
Quero vencer meus limites mas ainda não sei bem como fazer isso, e pelo visto, terei que continuar a encontrar as respostas sozinho. A mediocridade permeia a sociedade de um jeito que nada parece abala-la.
A vida não vem com um manual e instruções e viver significa sair de um ambiente conhecido e seguro e partir rumo ao desconhecido. Erros serão inevitáveis mas os exageros devem ser desprezados. Agir com calma e pensar antes de se manifestar é o mínimo que se deve fazer para evitar maiores transtornos.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

A reflexão

Às vezes precisamos de férias urgentes!!! Mas não falo de ferias do trabalho, mas do cotidiano e dos mesmos problemas. Ferias dos desejos não realizados, das amizades ausentes, da falta de perspectivas.
É necessário dar um tempo só para si, para refletir sobre tudo o que se tem feito, sobre suas conquistas mas também dos resultados que não foram alcançados ao longo do tempo. Dar um tempo para relaxar a renovar as pesquisas forças e obter novas direções a seguir ao longo da vida.
A isso damos o nome de Reflexão. Dobrar-se sobre si mesmo, ou seja, sobre seus próprios conhecimentos, desejos, expectativas. É o processo do autoconhecimento, de conhecer a nós mesmos. É um ato de meditação, um momento em que nos recolhemos ao nosso próprio interior e reencontrar aquela essência perdida ou negligenciada ao longo do tempo.
Mas para isso é preciso um momento de deserto, de ausência de tudo que passamos a maior parte do tempo e das preocupações diárias, reservar esse tempo para nos mesmos e sentir a nossa própria presença, o nosso próprio Eu. Sentar-se à sombra da árvore que todos nós temos em nosso pátio interior, antes que esta árvore definhe ou se transforme em paradouro de intrusos indesejáveis que si nos roubam a nossa paz, o vigor de nossa existência.
Começando a apreciar esta agradável sombra interior, os outros começarão a participar deste reconforto, dessa paragens. Não só o nosso viver, como o nosso conviver será mais autêntico e mais denso. Pois a vida em intensidade começa de dentro para fora. O estar bem e o bem-estar cintilam de dentro para fora. A felicidade. É fundamental para o ser humano e reflexão, a meditação,  silêncio interior de vez em quando. Um retorno, meditação que mata a saudade que temos de nós mesmos. Cuidamos com tanto esmero dos   equipamentos que possuímos e com abandono de nós mesmos.
Precisamos desligar o celular, esquecer de consultar as mensagens de texto, internet e dos jogos online e nos conectar com nossa própria força interior. Acalmar nossos corações das aflições que nos abatem, nos desligar de tudo que for negativo para elevar nossos próprios pensamentos a lugares mais paradisíacos.
Não se pode ter medo das respostas que irá encontrar, do tipo: "Abandone este relacionamento que só te faz sofrer" ou "Não se acomode neste emprego, lute para alcançar algo melhor que te satisfaça". Ninguém melhor do que você para saber o que te aflige e até mesmo como encontrar as respostas às quais você realmente precisa.
 

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Reflexões aleatórias

Sempre me perguntam o porquê de eu não ir casado até hoje. Não há uma única resposta, mas uma das principais é que eu simplesmente não acreditava que eu pudesse me casar com alguém. Casamento ou unir-se a alguém é vida seria. Assim como eu também não acreditava que eu pudesse ter felicidade ou prosperidade na vida. Eu achava que isso era para outra outros, que mereciam mais e sabiam mais de tudo do que eu. Hoje sei e acredito que possa me casar com alguém, assim como posso ter prosperidade e felicidade na vida.
Não acreditar em si mesmo é a maior causa de derrota que podemos ter.  Deixar-se levar pelas aparências e opiniões alheias também é fator para boa derrubar. Podemos ouvir aos outros, mas temos que ter discernimento para distinguir o que nos eleva e o que nos doutrina derruba. As pessoas são limitadas e a visão de mundo delas também.
Hoje em dia procuro alguém de nível para debater assuntos variados comigo e não encontro. A maioria pessoas têm simplesmente opinião formada sobre tudo e era exatamente isso que me fez acreditar que os outros sabiam mais do que eu. Essas pessoas agem como se forem as donas da verdade, mas se descontrolam fácil se forem confrontadas em sua suposta sabedoria. Mas isso não passa de um mecanismo de defesa para sentirem-se valorizadas. Assim como existem pessoas que só veem o defeito depois outros e gostam de por seu semelhante para baixo. Tem pessoas que do se sentem grandes as diminuir ou outros. Essas mesmas pessoas desfazem de suas virtudes mas exageram nos supostos defeitos de outras pessoas. No fim das contas, elas agem como se fossem as maiorais e os outros fossem uma coitados. Até o olhar de desprezo derruba que está fragilizado.
Se você leu até agora, provavelmente você também foi e tem sido vítima de tipo de gente que descrevi até agora. Mesmo assim isso não muda o fato de que as pessoas só vão até onde permitem que vão. Em situações normais em que há opções de escolha, ninguém atormenta ninguém se não tiver oportunidade. 
Tenho me esforçado para me tornar uma pessoa melhor e me resgatar. Me renunciei a anos atrás para tentar ser uma pessoa popular e arranjar namorada, não arranjei e ainda atrasei minha vida.

domingo, 2 de abril de 2017

O ser humano

O texto a seguir é resultado de reflexões de, aproximadamente, trinta anos. Só para entender este livro de filosofia levei cerca de cinco anos. Emprestei o livro e deram fim, só vim achar outro exemplar duas décadas depois. Fiz um resumo do que achei interessante e acrescentei comentários baseados em minha experiência de vida nestes trinta anos.

O SER HUMANO
O ser humano é um ser complexo. Para alguns, o humano é um animal evoluído, mas para outros é a imagem e semelhança de Deus e não pode ser comparado a um animal. Mas o que nos distingui dos animais?
O ser humano tem necessidades básicas como alimentação, abrigo e reprodução. Comparado com um animal, somos inferiores em vários aspectos, nossos sentidos sensoriais são mais deficientes que de muitos animais, assim como nosso organismo é mais fraco se for comparado aos deles. E mesmo assim o ser humano dominou o ser habitat e os outros animais, transformou seu ambiente e reproduziu-se de tal forma a se tornar um problema para si mesmo. Mas o que nos distinguiu dos animais? A racionalidade! Todas as fraquezas em relação aos animais foram superadas graças a ela.
A racionalidade se manifesta na técnica ou capacidade de fabricar algo; tradição que é repassar seus conhecimentos às gerações futuras;  progresso que é a técnica somada a tradição; com o pensamento o ser humano supera a si mesmo; a reflexão que é a consciência de si mesmo;  e a liberdade que o das agir além de instintos predeterminados.
E de onde vem a racionalidade do ser humano? Além de ter um cérebro privilegiado em relação aos animais, tem a questão da alma. Então ao as pessoas têm alma e os animais não? Todo de vivo tem alma, mas cada alma tem a natureza de cada ser vivo. Na o que é essa alma e como provar sua existência? A alma é a essência de cada ser vivente, mas não pode ser provada pela técnicas existentes. E não considerar a existência da alma, nada impede do ser humano agir de forma irresponsável, já que tudo acabará com sua morte e não haveria sentido dele em deixar um legado para a gerações futuras.
Mas o ser humano é um ser no mundo, inserido no espaço e no tempo. O tempo humano comporta um passado repleto de possibilidades que não mais retornam, um presente em que se toma decisões que afetam o seu futuro. O ser humano esta no mundo mas não deve se confundir com o mundo, ele transcende o mundo e suas limitações. Mas ao encontra-se com outro "alguém" descobre sua natureza comunitária e inicia-se o processo de sua personalização, descobrindo sua singularidade e pluralidade.
Na singularidade ele descobre que está só, não isolado, mas completo em si mesmo.
E na pluralidade sua vida passa a fazer sentido, pois o ser humano só conhece a só mesmo à medida em que convive com outras pessoas. Só se atinge a plenitude pessoal no ato da convivência.
Enquanto o de humano relaciona-se com seu ambiente irracional nada demais acontece, mas quando ele depara-se com outro ser humano é que ocorre uma explosão do seu verdadeiro EU. Nessa relação de descoberta mútua ocorre a noção dos próprios limites e dos limites do outro, mas este encontro com outra pessoa não está isento de conflitos que podem ameaçar a liberdade de cada um deles. Pode-se dizer que o ser humano é uma ilha, mas que somente aparece enquanto com outras ilhas formam um arquipélago.
Essa interação entre as pessoas se dá através da comunicação, que não se resume apenas a linguagem falada ou escrita, mas também a linguagem corporal.
Diante disso tudo que foi exposto, qual o sentido da vida? Por que o ser humano vive e tem consciência de si mesmo até de sua morte num momento futuro? Será que um animal saudável sem ameaças a sua vida e a de sua descendentes tem consciência de que um dia terá seu fim? Qual a razão do ser humano ser atormentado por este pensamento?
Talvez seja uma maneira que foi codificado em seu ser a necessidade de pensar além do momento presente e preparar-se para o que ocorrerá após o fim dos seus dias nesta dimensão.
Para algumas pessoas a alma simplesmente não existe, então vivem todos os prazeres que estão ao seu alcance, porque com a morte tudo acaba, seja ele uma pessoa boa ou má. Quem nasceu em um ambiente violento ou não conheceu a liberdade, provavelmente não compreende porque sofre tanto desde o dia em que nasceu e que pecado cometeu para ter uma vida assim, cheia de sofrimentos. Quem só convive com a dor e incompreensão, terá dificuldades em compreender o sentido da vida e na benevolência de um Deus que o castiga desde o dia em que ele nasceu. Esse tipo de ser humano poderá não pensar no futuro e nem em respeitar seu semelhante, já que ele mesmo não teve conhecimento do que significa respeito.
Mesmo em um mundo tão dividido e para alguns, com tantos sofrimentos, como perceber a presença de um Deus que rege todas a coisas e a vida de cada um? Será que é somente um ato de desespero diante do inevitável fim desta vida?
Uma coisa é certa, a existência de um Deus Criador faz parte da história da humanidade desde o início dos tempos. Em todas as culturas, em todos os continentes e em todas as épocas, há registros e referências na existência e alguma divindade e na vida após a morte. Por mais primitivo que fosse o ser humano, de algumas forma ele distinguiu o corpo físico e sua essência, que também podemos chamar de alma. E desagradar esse Deus era assustador para este ser humano. Mas se existe um Deus ou deuses, por que Ele ou ela não se manifestam abertamente?
Talvez porque a intenção seja que o ser humano seja merecedor de uma vida eterna confortável e plena em felicidade através do amor ao seu Deus, e consiga perceber por conta própria a existência dessa outra dimensão espiritual. Um Deus é soberano e não tem que provar nada às suas criaturas, elas é que tem que provar que são merecedoras em conhecê-lo. Desde os primórdios da humanidade, sempre foi uma honra para um simples membro da sociedade conhecer uma autoridade, seja essa autoridade um imperador ou presidente de uma organização. Não se é apresentado a alguém de destaque na sociedade se não houver merecimento.  Por que que com Deus seria menor a honra?
Havendo um Deus, Ele quer se revela na a dureza do coração das pessoas s impedem de ver além de seus próprios interesses. É incompreensível e impossível perceber uma dimensão elevada olhando para o chão, estando preocupado em satisfazer a necessidades básicas. Deus não tem que se rebaixar até nós, nós é que temos que nos elevar até Ele. Acreditando ou não em um Deus, o de humano sempre sente falta de algo, e nem todos os prazeres são capazes de preencher este vazio existencial que cada pessoa sente. Deus não está na religião nem é uma rota de fuga para momentos de desespero. Não é se alienando da realidade que vai se viver uma experiência espiritual com seu Eu divino. Deus esta no dia-a-dia de casa ser humano, Ele esta sempre presente em cada momento da vida de cada um que seja capaz de elevar-se nem que seja por um momento. Só se vive a experiência com este Ser Absoluto na dimensão do amor, não se pode encontrar esse Ser Onipotente fora do amor.
 Mesmo com o que foi exposto, o que leva o ser humano ao nível do ateísmo atual? Podemos dizer que existe aquele grupo de pessoas que estão tão convencidas do poder de suas técnicas e ciências que acreditam que a existência de um Deus é inconcebível para o ser humano moderno. Acreditar em um Deus Criador de todas as coisas e que pune quem não se comportar bem é pensamento de pessoas ignorantes e com poucos estudos. As religiões, ao longo da história, sempre entraram em conflito quando a ciência questionava ou mesmo afirmava algo que estivesse contrário às escrituras. E quando as religiões dominaram o poder político, castigavam qualquer um que ousasse contestar os dogmas religiosos. Então criou-se uma polaridade entre ciência e religião e que dura até os dias de hoje.
Como a ciência já conseguiu desfazer de vários dogmas religiosos, a sociedade também se polarizou, e não consegue fazer uma ligação entre crença numa vida futura não comprovada pela ciência e avanços tecnológicos. Dizem que o homem esta querendo fazer o papel de Deus ao fazer experiências com células-tronco ou trazer a vida animais já extintos. Medo que uso seja possível, o ser humano estará apenas rangendo aquilo já criado anteriormente, copiando suas fórmulas e códigos genéticos.
A ignorância religiosa, a luta pelo poder e resistência dos cientistas às evidências espirituais é que criaram este conflito. Ainda hoje, com tantas evolução tecnológica, a ciência não consegue explicar várias fenômenos até simples que ocorrem no dia-a-dia. Não consegue devido a inflexibilidade de seus doutores em ciência moderna.

O encontro perfeito

Você encontra pessoas no seu dia-a-dia, conversa pessoalmente, por telefone ou por mensagens. Mas já imaginou como seria a sua vida encontrar pessoas no campo das ideias e na dimensão dos sentimentos?
Quando você encontra alguém além das dimensões dos sentidos sensoriais: visão, audição, olfato, tato e até paladar, sua percepção de mundo muda e sua mente se  expande. Muitas pessoas buscam este tipo de encontro através do estímulo dos sentidos, tipo carícias ou mesmo roupas provocantes. Numa situação dessas, tudo que de consegue é o encontro de desejos básicos e inferiores. E o que pode resultar disso? Nada de bom, com certeza. Dos desejos básicos vem o ciúme, a desconfiança, a dependência, desequilíbrio, as cobranças e, em casos meus graves, todo tipo de violência.
Desprender-se dos desejos passageiros para viver emoções duradouras é viver o paraíso na terra. Obviamente uso que escrevo é novo e até incompreensível para quem só conheceu o contato com seu semelhante no plano físico carregado de desejos regados a doses elevadas de hormônios.
Não é preciso ter crenças espirituais para perceber que se deixar ser um dependente dos próprios desejos custa caro várias formas. Imagine um homem que deseja uma mulher que o despreza e está com ele só pelas facilidades que ele oferece; ou uma mulher que está dependente emocionalmente de um homem agressivo e violento: imagine o que será dela no dia em que ela deixar de desejá-lo e querer largar dele, qual será a reação dele se ele não se conformar?
Ninguém precisa passar por isso. Todos estamos predestinados a sermos felizes ainda nesta vida, na precisamos abandonar os desejos primários que só dão prazer por um curto período de tempo e viver a emoção de relações duradouras baseadas na afinidade pessoal no campo das ideias. O corpo se modifica com o tempo, perde o brilho da juventude. Mas a mente pode permanecer sã até a mais avançada idade, se for alimentada por sentimentos positivos e leves e estar livre de preocupações desnecessárias.

sábado, 1 de abril de 2017

Jornada

Existe um ditado que diz: "Toda jornada começa com o primeiro passo". Não podemos ou não devemos deixar a dúvida e o medo de errar impedir boa caminhada. Nem sempre temos alguém ao nosso lado para dizer com palavras qual o caminho que devemos seguir. As assim fosse, os méritos das conquistas ao longo da caminhada não seriam seus, mas de seu guia.
Não se pode ser rigoroso consigo mesmo quando se faz algo inédito e sem orientação clara ou exemplos próximos a serem seguidos. Erros serão inevitáveis e fazem parte da vida de qualquer um. Uma pessoa madura e consciente aprende com seus próprios erros e evita repeti-los. O mérito não está em não cair, mas em cair e ter forças para levantar-se.
Pessoas fracas de espírito, sem autoconfiança ou excessivamente criticadas e desmotivadas não avançam porque pensam que se caírem não poderão as levantar. E elas estão certas, pois se você acredita que não é capaz, não será capaz de realizar nada.
É fácil seguir um mestre quando ele está sente por perto, o desafio esta em caminhar sozinho sem se desviar de seus objetivos e sem desistir diante das dificuldades do percurso. As vezes caminhar sozinho é mais produtivo, pois não terá ao seu lado alguém dizendo que você não é capaz ou que é impossível alguém realizar determinado ato ou façanha.
E não tente achar um responsável para seus fracassos além de você mesmo. Seus pensamentos e atitudes é que são responsáveis pela sua situação atual, e ninguém mais. Não culpe seus pais, professores, colegas, empresa, governo, nada acontece se você não permitir. Nem Deus pude te ajudar e nem o demônio pode te atrapalhar se você não de espaço.
É fácil e cômodo culpar os outros por erros que você mesmo comete. Você já parou para a atenção no que você fala e como você fala?

Na Terra do Faz de Conta

No mundo de Faz de Conta dos dias de hoje, ganha pontos na vida social quem evita polêmicas e só faz comentários que tem certeza de que terá a concordância de todos. Aquele mundinho perfeito do Facebook. Parece um desenho do My Little Pony, onde tudo é colorido com efeitos de purpurina. Tudo tão artificial como um sanduíche ou suco do McDonald's.
Isso é tão pobre e vazio. Não acrescenta nada e não faz as pessoas pensarem. Mas se as pessoas não pensam não encontram elas mesmas soluções para os próprios problemas em que vivem.
A imbecilidade tomou conta da sociedade, e como uma sociedade incapaz de debater vão almejar melhoras junto a classe política ou mesmo aos seus superiores hierárquicos e patrões empregadores? Ninguém que dar o primeiro passo, mas quer ser o primeiro a se beneficiar de alguma vantagem obtida por algum conhecido seu. Algo do tipo, um colega consegue regalias por conseguir alcançar suas metas com méritos próprios, os demais colegas já criam polêmicas se sentindo injustiçados. A maioria não quer ou não sabe se arriscar para conseguir algo, mas quer se beneficiar só porque acha que merece.
Não me ocorre nenhuma conquista que a mediocridade tenha alcançado na história da humanidade. Sair do lugar comum é arriscado e indefinidamente solitário, mas não se chega a algum lugar que preste se ficar acomodado dele no mesmo lugar fazendo as mesmas coisas.
Existe alguém que não tenha problemas? Mas o que cada um faz para resolver seus próprios problemas? Quais as soluções propostas e como se esforçam para alcançar bons resultados?
Viver no Mundo Encantado do Faz de Conta pode funcionar em histórias infantis, mas no mundo real do fazem as pessoas preferem tempo em encontrar soluções que as tirem da situação de dificuldades ou apreensão pelo futuro em que vivem.
Excesso de explicações não ajudam a conseguir aliados para alguma cruzada pessoal sua, é mais produtivo mostrar serviço e então aparecerá pessoas com afinidade às suas ideias e dispostas a te ajudar em sua empreitada sem fazer cobranças alguma, apenas por terem sintonia de pensamento com você. Se você tem que explicar demais algumas ideia sua, então esta se expressando de forma errada ou para o público errado.
Viajar solitário e sem pesos pode ser mais eficiente do que querer viajar em caravana com uma imensidão de pessoas pensando da mesma forma e arrastando meio mundo de pesos consigo. Desloca-se mais rápido e ligeiro quem retira de si toda a carga desnecessária e caminha sempre no mesmo caminho reto.

Provações da vida

A vida sempre nos testa da maneira que menos imaginamos ou que mais detestamos. Tem pessoas que não suportam ficar sem dinheiro e só andam sem recursos monetários; outros não quem ficar sozinhos e passam a vida sem ir alguém ao seu lado; tem pessoas que valorizam a tranquilidade e nunca a encontram, sempre aparece alguém para lhe tirar o sossego.
Eu mesmo me irrito fácil, por mais que eu tente neutralizar o que me aborrece, sempre aparece algo inesperado para me tirar do serio, me aborrecer mesmo. Neste ponto a vida e as pessoas são bem criativas, quando penso que já aconteceu de tudo que poderia me irritar, sempre aparece algo totalmente inusitado.
Tenho que me desligar de mim mesmo por um momento, relaxar totalmente, mudar de ares, conversar descontraidamente com alguém até dizer chega, fazer coisas novas e empolgantes,. Ando tenso demais. As vezes eu mesmo não suporto a minha situação atual e brigo por bobagem. Tanto estresse para nada.
Me considero bom em me antecipar aos fatos antes mesmo que eles terem algum tipo de transtorno, mas mesmo assim sou sempre surpreendido com algo totalmente novo e até insano de se imaginar.
Mas sei que tenho grande parcela de responsabilidade nestas provações que, acredito, sou sempre reprovado. Ao invés de eu resolver minhas pendências de uma vez por todas, fico contornando os problemas sem resolve -los de uma vez por todas. Não basta evitar os problemas, muitas vezes temos que enfrenta -los de forma corajosa e definitiva.
Tenho renunciado a muitas coisas que me aborrecem e até a fatos que não dependem só de mim para resolvê-los, na isso só não tem sido o suficiente para superar logo esta fase de provações e caminhar tranquilo de forma despreocupada e confiante.
Renunciar aos próprios desejos há foi um grande passo na direção da solução dos problemas. O desejo meramente carnal desestrutura o equilíbrio pessoal de alguém e altera seu estado de humor, e é nesse momento de estado de humor alterado que as provações são mais difíceis de serem superadas.
Uma das soluções possíveis para evitar ser surpreendido por problemas inesperados é buscar a outras interior, se desligar gradativamente de tudo aquilo que causa aborrecimentos e que não valem o esforço de lutar poderá defender posições que nem sempre nos trazem benefícios.

Redenção

Parece que estamos vivendo em um pesadelo sem fim: reformas da previdência e trabalhista, estado de violência por todos os lados, famílias desestruturadas, comércio estagnado, dinheiro curto para a maioria das pessoas falta de emprego, entrega demitindo. Parece que estamos em um período de poucas expectativas promissoras de melhoras.
Mas o que parece ser "um beco sem saída" pode ser também a oportunidade de reformular nosso pensamento coletivo e nos tornarmos mais sensíveis às necessidades de nossos semelhantes.
Podemos descrever a história da humanidade nas seguintes fases: sobrevivência diante da natureza, criação e desenvolvimento da civilização, divisão das classes sociais, nacionalismos e idealismos coletivos, individualismo. Está última fase levou a desestruturação familiar e, consequentemente, a uma busca desenfreada pelo prazer individual a qualquer preço. O individualismo que vivemos nos cegou diante das necessidades básicas de nossos semelhantes, desaparecendo a noção de coletividade. Somos incapazes de nos reunir para lutar em benefício do bem comum. Como pode o amor prosperar em um ambiente tão hostil como este atual?
Atualmente as pessoas vivem em ambientes fortificados também conhecidos como redes sociais. Postar fotos tentando demonstrar como é perfeita a vida de cada um naquele ambiente virtual é uma última tentativa de acordar posta a realidade que está as portas de cada um. Por isso que qualquer crítica neste ambientes são rechaçadas com ferocidade, pois as críticas podem ser um sinal de que as muralhas desde isolamento virtual podem ruir a qualquer momento.
O que está acontecendo na casa de cada indivíduo esta começando a afetar toda a coletividade. Por mais que as pessoas queiram ignorar a consequências nefastas desde individualismo exacerbado, seus maléficos da estado ultrapassando as fronteiras de cada residência e estão atingindo cada um de nós. O que acontece a um semelhante nosso já está rompendo o próprio silêncio e esta começando a gritar por ajuda.
De uma forma ou de outra, passaremos por esta fase. Se nos nos atentarmos a ajudar nossos semelhantes, poderemos sucumbir a tantas provações. A boa noticia é que também é uma fase para romper a barreiras do isolamento e nos tornamos pessoas mais solidárias as necessidades de nossos semelhantes. Cada um deve dar o melhor de si: tempo, dedicação, talentos, palavras e ideias.
Esse processo de depuração não precisa ser excessivamente doloroso. Deve-se romper a barreiras do isolamento em que cada um está vivendo e ajudar seu semelhante da melhor forma que estiver ao seu alcance. Não estou sugerindo que devemos colocar diariamente comida na mesa de quem é acomodado e não quer nada com trabalho e nem fazer esforço algum. Cada um deve lutar para conquistar seu espaço, pois os méritos são individuais. Em épocas de escassez, deve-se priorizar aqueles que têm mais chances de resgatar o maior número de pessoas, assim como aqueles que estão incapazes de se defender sozinhos, aqueles que estão em situação de vulnerabilidade