sexta-feira, 19 de maio de 2017

Elegância

Até a alguns anos, a sociedade admirava a pompa de nobreza e as regras de etiqueta. Era considerado chique ser refinado e se uma pessoa elegante e gentil. As famílias gostavam de agregar ao seu circulo pessoas de fino trato. As festas noturnas eram todas como um evento social e cada um procurava se vestir e se comportar da melhor possível.
Mas quem não podia ir a esses eventos começou a se sentir excluído e a odiar tudo que soasse como esnobe e excludente. Era um misto de admiração e inveja que a maior parte da sociedade cultivava pelas classes mais abastadas.
E desde ódio, a falta de educação e a grosseria se tornou uma bandeira de resistência e afirmação social. Aquela parcela excluída queria provar que era capaz de se divertir também, mas ao nosso deles. A televisão, para ganhar público e audiência, começou a baixar o nível de sua programação cada vez mais, e a grosseria se institucionalizou no país.
Por ignorância, confundiu-se elegância com arrogância, e isso comprometeu toda s uma geração. Desafiar as autoridades passou a ser um lema e uma bandeira. Mas tudo saiu do controle e logo os pais, os professores e as autoridades religiosas também foram desafiadas. Os jovens perderam suas referências e as famílias desestruturaram-se. As meninas perdem-se cada vez mais cedo, abandonam a infância pela maternidade precoce, e os homens trocam seus estudos pelo trabalho para sustentar sua jovem família que ele formou em um momento de irresponsabilidade.
A elegância ajuda a tornar as pessoas mais seguras de si, equilibradas, calmas e sabias. A elegância não se exalta e nem ofende aos outros. Quem é elegante ainda provoca admiração e respeito, e é um exemplo a ser seguido. Pessoas elegantes não gritam e nem gesticulam de forma nervosa ou exagerada, falam pausadamente e ouvem atentamente seu interlocutor. Ser elegante não significa ser uma pessoa entediante ou esnobe, mas pode envergonhar uma pessoa grosseria apenas com sua presença. A elegância consegue o que quer pela autoridade e não pela intimidação. Ser elegante não diminui o outro em nada, só pessoas complexadas sentem-se humilhadas diante da equação do outro.

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